terça-feira, 23 de março de 2010
o Meu SOL!
Por todas as coisas simples nesta vida que nos fazem sorrir e querer viver mais um dia, que nos fazem querer descobrir o que ai vem. Por todos os dias maus que nos fazem crescer e dar mais de nos. Por tudo isso uma "Cancao simples" de Tiago Bettencourt & Mantha.
Que tenham todos um sol, como eu tenho, nas suas vidas.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Para ti meu amor!
"So High"
Baby since the day you came into my life
You made me realize that we were born to fly
You showed me everyday new possibilities
You proved my fantasies of love could really be
Let's go to a place only lovers go
To a spot that we've never known
To the top of the clouds we're floating away yeah
Ooh this feels so crazy
Oh this love is blazing
Baby we're so high
Walking on cloud 9
(You've got me up so high) So high
(My shoes are scraping the sky) So high
(You've got me up so high) Oh
(My shoes are scraping the sky)
Maybe later we can go up to the moon
Or sail among the stars before the night is through
And when morning comes we'll see the sun is not so far
And we can't get much closer to God than where we are
We'll go to a place only lovers go
To a spot that we've never known
To the top of the clouds we're floating away yeah
Ooh this feels so crazy
Oh this love is blazing
Baby we're so high
Walking on cloud 9
(You've got me up so high) So high
(My shoes are scraping the sky) So high
(You've got me up so high) Oh
(My shoes are scraping the sky)
Ooh...yeah
Ooh...oh hey
Ooh this feels so crazy
Oh this love is blazin'
Baby we're so high
Walking on cloud 9
You got me up so high
You got me up so high
You got me up so high
My shoes are scraping the sky
You got me up so high
You got me up so high
You got me up so high
My shoes are scraping the sky ooh...ooh...
Yeah...
This is how love's supposed to be
This is how, this is how love's supposed to be, yeah
Let's go to the moon baby, ooh
Let's go to the moon baby, yeah
Let's go, go, let's go to the moon baby
So high...
Porque nao ha passado que me impessa de ver o bom que o presente me tras e de sonhar com as possibilidades que o futuro me deixa em aberto.
sexta-feira, 5 de março de 2010
estaremos todos loucos....
Num mundo em que todos dizemos estar loucos...eu começo a pensar no que será loucura....
No dicionário temos a sua definição como sendo: estado de louco (que perdeu a razão, alienado, demente, doido), alienação mental, acto próprio de louco, temeridade, imprudência, extravagancia, exagero.
E depois de passar pelo departamento de psiquiatria, penso em como é tão fácil perder o controlo e como todos nos temos um pouco de loucura...alguma obsessão ou compulsão, por pequena que seja, alguma forma de dissociação ou distorção da realidade (nem que seja apenas por momentos), como por vezes todos nos cometemos actos menos apropriado ou dizemos coisas que não fazem sentido nenhum...
Sei que parece estranho e já diz o ditado que de génios e de loucos todos temos um pouco, sempre ouvi dizer, resta saber qual prevalece em cada um de nos.
Não sei ate que ponto será uma desvantagem ter estas características em nos. Todos os mais brilhantes cientistas são considerados malucos ate o seu trabalho ser comprovado. As vezes uma boa dose de loucura e imaginação e o que e necessário para quebrar barreiras e fazer novas descobertas.
Eu acredito numa coisa… lutar pelas nossas ideias e ideais é das melhores coisas que podemos fazer.
No dicionário temos a sua definição como sendo: estado de louco (que perdeu a razão, alienado, demente, doido), alienação mental, acto próprio de louco, temeridade, imprudência, extravagancia, exagero.
E depois de passar pelo departamento de psiquiatria, penso em como é tão fácil perder o controlo e como todos nos temos um pouco de loucura...alguma obsessão ou compulsão, por pequena que seja, alguma forma de dissociação ou distorção da realidade (nem que seja apenas por momentos), como por vezes todos nos cometemos actos menos apropriado ou dizemos coisas que não fazem sentido nenhum...
Sei que parece estranho e já diz o ditado que de génios e de loucos todos temos um pouco, sempre ouvi dizer, resta saber qual prevalece em cada um de nos.
Não sei ate que ponto será uma desvantagem ter estas características em nos. Todos os mais brilhantes cientistas são considerados malucos ate o seu trabalho ser comprovado. As vezes uma boa dose de loucura e imaginação e o que e necessário para quebrar barreiras e fazer novas descobertas.
Eu acredito numa coisa… lutar pelas nossas ideias e ideais é das melhores coisas que podemos fazer.
O regresso!
Regressei! Foram só 6 dias, mas souberam a meses, souberam a tudo o que é bom, souberam a tudo o que tinha falta, souberam a felicidade e ao matar das saudades que tinha.
A minha vida nestes últimos anos tem sido baseada na espera e no trabalho. Espera do dia em que vou voltar a casa, o dia em que posso voltar a abraçar os que amo e os que quero bem. Trabalho para que ao chegar esse dia tenha todas as minhas responsabilidades atingidas e mais um ano acabado.
Não me queixo, sei que há pessoas pior e pessoas que regressam por muito menos que eu. No fim de contas todos nos que estamos longe esperamos por esse momento. Ver o que está diferente, aproveitar o que deixamos ficar, tentar estar com todos os que se mantiveram, mesmo nós estando longe, e, por fim , tentar visitar todos os lugares que não temos lá longe, a praia, o sol, a simpatia, o falar alto, a gastronomia, o calor, o lar.
Bem, regressei nestes dias e nem eu própria sabia o bem que me iam fazer. Relembrar-me de que todos aqueles que nos amam estão sempre lá...surpreendi todos e foi tão bom ver as caras dos que amo de boca aberta e a desenharem um sorriso por eu estar ali. É algo bom que fiz, uma prenda para eles e ainda maior para mim.
Regressei e com uma lágrima no canto do olho, consciencializo-me que já falta pouco para o meu regresso definitivo e esse sim é o dia mais esperado.
A minha vida nestes últimos anos tem sido baseada na espera e no trabalho. Espera do dia em que vou voltar a casa, o dia em que posso voltar a abraçar os que amo e os que quero bem. Trabalho para que ao chegar esse dia tenha todas as minhas responsabilidades atingidas e mais um ano acabado.
Não me queixo, sei que há pessoas pior e pessoas que regressam por muito menos que eu. No fim de contas todos nos que estamos longe esperamos por esse momento. Ver o que está diferente, aproveitar o que deixamos ficar, tentar estar com todos os que se mantiveram, mesmo nós estando longe, e, por fim , tentar visitar todos os lugares que não temos lá longe, a praia, o sol, a simpatia, o falar alto, a gastronomia, o calor, o lar.
Bem, regressei nestes dias e nem eu própria sabia o bem que me iam fazer. Relembrar-me de que todos aqueles que nos amam estão sempre lá...surpreendi todos e foi tão bom ver as caras dos que amo de boca aberta e a desenharem um sorriso por eu estar ali. É algo bom que fiz, uma prenda para eles e ainda maior para mim.
Regressei e com uma lágrima no canto do olho, consciencializo-me que já falta pouco para o meu regresso definitivo e esse sim é o dia mais esperado.
A chuva!
Tenho sentimentos um pouco contraditórios em relação a chuva. É tão bom quando chove lá fora e não temos que sair de casa...mas é tão mau quando temos que sair à rua e de certeza que vamos ficar todos molhados. Por maior que seja o guarda-chuva, há sempre uma poça de água onde metemos os pés, ou um carro que passa e nos molha a roupa que tentamos com todo o cuidado manter seca.
É bom quando ouvimos a chuva lá fora e estamos na cama quentinhos depois de uma Segunda-Feira cansativa e no outro dia acordamos e o sol brilha lá fora. É bom quando sabemos que está a chover, mas a única coisa que temos para fazer é ronha debaixo dos lençóis. É bom quando olho lá para fora e a chuva cai...penso em ti e em como é bom estar cá dentro contigo no pensamento, a comer um gelado ou a ver um filme aconchegada numa manta.
É tão mau quando temos um dia livre e temos que ir fazer compras e conduzir com a chuva, ou melhor ainda quando não temos carro e temos a estação de metro bem longe de nossa casa e temos que carregar as compras debaixo de uma chuva torrencial e um vento quase ciclónico (digamos de passagem que quando chegamos a casa sabe bem tirar aquela roupa e sapatos molhados e aconchegarmo-nos no quentinho).
A chuva, essa chuva que cai lá fora...que traz de volta o florescer das flores. Que quando vai embora deixa o cheiro a terra molhada e os raios de sol a passar por entre as nuvens. Chuva, símbolo de vitalidade. Água, o cerne da vida, a final não somos nós compostos por 60% de agua...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
A Saudade!
Saudade...palavra tão portuguesa e que tanto me diz. Já faz uns anos que estou longe de casa, e muitas coisas se passaram. No inicio não tinha qualquer tipo de noção sobre o que era estar longe, nem nunca pensei que ia sentir tanto na pele a falta dos que amo e de tudo o que sempre senti como meu e como garantido. Mas agora sinto que só mesmo alguém que passa por uma situação assim é que sabe como é.
A verdade e que ao fim destes anos muita coisa se constrói...
Muitos amigos feitos, uma casa alugada e preocupações que só os “adultos” têm. Pagar contas, resolver problemas e decidir sobre a minha vida sem ter os pais sempre por perto. A verdade é que tem sido uma experiência que me tem ajudado a crescer bastante, algo que me tem feito analisar muito a minha vida, todas as minhas prioridades e valores.
Sei que também me tem ajudado a lidar com pessoas completamente diferentes de mim. A aprender a moldar-me aos outros e a aceitá-los como são.
Às vezes penso para os meus botões: será este sentimento saudade, sentido por nós, portugueses, de maneira diferente!? Pelo legado que nos foi deixado pelos nossos antepassados, pela nossa história de imigração, pelo nosso Fado...todas estas coisas que dão sentido a palavra saudade. Pelos outros povos que não tem a designação deste sentimento, parece, por vezes, que o sentem de maneira diferente, menos intensa talvez...
É de facto um sentimento que dói, um sentimento que custa ao coração mas com certeza não será sempre uma coisa má. A verdade é que só sentimos saudades se aquilo que deixamos para trás nos é muito querido, e por isso vale a pena! Isso é prova que somos seres sensíveis e humanos, aí se prova que estamos vivos e somos capazes de viver sentimentos que quando estamos longe nos fazem sofrer, mas quando estamos perto nos dão a maior alegria. Às vezes até tenho medo de perder a capacidade de sentir estas coisas ...estes sentimentos.
O amor que temos dentro de nós é o que nos faz lutar, a vontade de ter certas coisas é o que nos faz mudar e tentar melhorar. A saudade apenas faz parte de todo este rol de sentimentos que muitos dizem não sentir, ou fingem não ser capazes de sentir. É triste quando alguém vive para se proteger de sentir!
A verdade e que ao fim destes anos muita coisa se constrói...
Muitos amigos feitos, uma casa alugada e preocupações que só os “adultos” têm. Pagar contas, resolver problemas e decidir sobre a minha vida sem ter os pais sempre por perto. A verdade é que tem sido uma experiência que me tem ajudado a crescer bastante, algo que me tem feito analisar muito a minha vida, todas as minhas prioridades e valores.
Sei que também me tem ajudado a lidar com pessoas completamente diferentes de mim. A aprender a moldar-me aos outros e a aceitá-los como são.
Às vezes penso para os meus botões: será este sentimento saudade, sentido por nós, portugueses, de maneira diferente!? Pelo legado que nos foi deixado pelos nossos antepassados, pela nossa história de imigração, pelo nosso Fado...todas estas coisas que dão sentido a palavra saudade. Pelos outros povos que não tem a designação deste sentimento, parece, por vezes, que o sentem de maneira diferente, menos intensa talvez...
É de facto um sentimento que dói, um sentimento que custa ao coração mas com certeza não será sempre uma coisa má. A verdade é que só sentimos saudades se aquilo que deixamos para trás nos é muito querido, e por isso vale a pena! Isso é prova que somos seres sensíveis e humanos, aí se prova que estamos vivos e somos capazes de viver sentimentos que quando estamos longe nos fazem sofrer, mas quando estamos perto nos dão a maior alegria. Às vezes até tenho medo de perder a capacidade de sentir estas coisas ...estes sentimentos.
O amor que temos dentro de nós é o que nos faz lutar, a vontade de ter certas coisas é o que nos faz mudar e tentar melhorar. A saudade apenas faz parte de todo este rol de sentimentos que muitos dizem não sentir, ou fingem não ser capazes de sentir. É triste quando alguém vive para se proteger de sentir!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
O primeiro.

Hoje, dia 15 de Fevereiro de 2010, inicio este blog.....
Hoje, dia de Inverno em que neva lá fora e a temperatura convida a mantermo-nos em casa e enrolados no quentinho de uma manta...eu saí à rua pois tinha uma aula. Com duas horas de sono...a parecerem mais 20 minutos, fui apanhar o meio de transporte que me leva sempre ao hospital, onde de momento estou a ter aulas de ortopedia.
Desço as escadas, sentindo o frio já a tentar entrar e oiço passar o autocarro...já na porta de saída à minha esquerda vejo a sua traseira no semáforo em que termina a minha rua...como que à minha espera e a gozar comigo... naquela voz de desdém... estou aqui parado mas não é para me apanhares.
Fui então para a alternativa que me restava, era isso ou táxi...então lá fui eu para o eléctrico. Aquele transporte amarelo que transporta todo o tipo de pessoas, destinos e sonhos. Cada vez que entramos não sabemos o que vamos encontrar e o que nos vai passar pela cabeca. Entrei então neste transporte depois de uns minutos à espera, menos do que estava à espera, e assim foi. Olhei à minha volta e vi apenas pessoas banais a tentarem chegar aos seus destinos e a passarem mais um dia das suas singelas vidas. Páro então o meu olhar quando vejo sentado num dos bancos um senhor invisual que leva a seus pés um grande e fofo Golden Retriever, completamente esparramado no chão. Lá estavam eles os dois...o senhor sentado e imóvel quase que estático, como que com atenção para ouvir o nome da próxima paragem. Assim que o nome soa no rádio interno da carruagem, ele levanta-se e aperta o fecho do seu casaco, pois está frio lá fora e abotoa os botões que restam. O cão mantém-se impávido e sossegado. Até que o seu dono se dobra e pega na correia que os liga... que os mantém em contacto e que os faz um só. E ai, só ai o cão se levanta daquela posição quase apática. Dirige-se então para a porta, que para abrir é necessário premir um botão. Mas ele não prime...e quase como por magia ela abre-se, porque nem tudo na vida tem que ser difícil ou dificultar, e saem os dois amigos e companheiros.
Deixam-me os dois com muitos pensamentos...a pensar na sorte que tenho de não ter nenhum problema de saúde, que não tenho dificuldades físicas ou sociais, tenho tudo o que preciso e saúde não me falta. Começo a pensar se haveria alguma razão para não transpirar alegria, para não enfrentar a vida com um sorriso, para não acreditar que tudo pode ser melhor. Percebi que as vezes podemos ter problemas, podemos não encontrar soluções e pensar que está tudo perdido, mas a verdade é que existe sempre alguém neste mundo que está pior que nós...que não tem amor, não tem saúde, não tem comida, não tem dinheiro, não tem condições básicas de vida, não tem NADA. Então porque não haverei eu, que não me falta nada, enfrentar cada dia com um sorriso nos lábios e esperar sempre pelo melhor. Sei que tenho muita sorte e sou uma privilegiada por ter tudo o que necessito para ser feliz!
Quero nesta primeira entrada deixar um sorriso para todos aqueles que acham que não têm razões para sorrir...pois tudo é muito mais fácil e a vida corre muito melhor se a aprenderem a enfrentar com um sorriso e com o sentimento de que a força pode vir de coisas pequenas como ver a beleza do mundo, ver quadros como este que vos descrevo e ver que apesar de haver muitas coisas más…podemos sempre dar o nosso melhor e o que temos de bom para melhorar cada dia.
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